Portugal, meados do século XX. O Estado Novo governa com mão de ferro: propaganda, censura, tortura, medo. Numa linguagem ao mesmo tempo poética e cortante, Miguel Araújo Oliveira apresenta uma peça de teatro sobre pessoas à sombra do poder: vítimas, coniventes, resistentes.
«Um texto poderoso e perturbador que expõe a brutalidade da ditadura e dá voz aos silenciados, retratando a coragem trágica de jovens dissidentes que ousam exigir liberdade em plena arbitrariedade do poder.» Susana de Abreu
Depois, voltam a entrar na minha cela. Encostam-me uma pistola à têmpora. Armam o gatilho. Brincam comigo. Riem-se. Fingem. Depois, de repente, disparam. Eu dou um sobressalto. Encolho-me. Desesperado. Fecho os olhos, repentinamente. Tremo por todo o corpo. De medo. Voltam a rir-se. «Tiveste sorte», troçam e riem-se com escárnio. «Desta vez não havia bala na câmara.»
Uma história sombria e poderosa sobre ditadura, silêncio e culpa. Agora em edição de bolso.
Entre a história e a ficção, um retrato inquietante do salazarismo. Já disponível em formato de bolso.
Agora disponível em livro de bolso. Uma obra intensa que cruza memória histórica, poder e morte no Portugal de Salazar.
Miguel Araújo Oliveira
Miguel Araújo Oliveira, nascido em Hamburgo em 1979, é uma das figuras destacadas da literatura contemporânea. Escritor e ensaísta, é autor de várias obras dedicadas a grandes nomes da literatura internacional, como John Dos Passos, Günter Grass e Ödön von Horváth. A publicação do seu livro de poesia Sem Título marcou um momento decisivo na sua carreira, consolidando-o como uma voz incontornável da poesia portuguesa atual. A sua obra poética tem sido amplamente reconhecida, integrando diversas antologias de poesia contemporânea portuguesa. Paralelamente à sua atividade literária, Araújo Oliveira desenvolve uma sólida carreira académica, sendo atualmente professor em várias universidades de Lisboa.
António de Oliveira Salazar Estado Novo Ditadura Revolução dos Cravos PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado)