Antoni Tàpies nasce em Barcelona em 1923 e começa a pintar a partir de 1946.
Co-fundador do movimento Dau al set, conhece Miró em 1948. Após um período surrealista, Tàpies interessa-se pela filosofia e pela arte ocidental, particularmente pela caligrafia. A partir de 1953 afasta-se do surrealismo e trabalha no abstracto, a partir de uma matéria bruta, de manchas e de sinais. Em 1970 as suas composições rasgadas e arranhadas exprimem uma atitude contestatária; as suas obras "campos de batalha onde as feridas se multiplicam infinitamente", evocam a expressão fiel dum mundo devastado e angustiado.
Tàpies não é um pintor de temas, os seus quadros são apenas grafittis, impressões, traços, símbolos. Como se se tratasse de paredes metafísicas como ele gosta de dizer que provêm em conjunto do pó, da cinza, da terra, da destruição do cataclismo, da contemplação cósmica, da meditação interior. Entre as preocupações de Tàpies destacam-se o seu desejo de evocar a sua terra natal, a Catalunha, da qual ele ficará afastado durante muito tempo, refugiando-se em Paris pois aí se exilará muitos anos, e finalmente o ser humano, evocado pelo seu corpo e pelos objectos comuns que o rodeiam. Antoni Tàpies pertence ao círculo restrito de artistas contemporâneos homenageados pela Espanha ainda em vida através da criação de museu ou fundação (Dalí, Miró, Tàpies).
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Jp. A. Calosse
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